Novo robô alcança alta de precisão na polinização de plantas na China
Segundo seus desenvolvedores, o GEAIR (edição genômica combinada com robótica baseada em IA) 2.0 pode operar em ambientes de cultivo complexos, sem controle humano constante, para realizar autonomamente tarefas associadas à polinização de híbridos — incluindo atuar entre folhas e galhos, navegar ao redor das plantas e identificar flores utilizando suas capacidades aprimoradas de reconhecimento floral.
Para automatizar a polinização híbrida no melhoramento de culturas, o GEAIR 2.0 utiliza uma combinação de robótica, inteligência artificial e biotecnologia.
O robô humanoide GEAIR 2.0 possui dois braços — uma evolução em relação ao design de braço único de seu antecessor —, o que lhe permite navegar com mais eficácia por culturas densas e desviar de folhas e galhos. O robô também aprimorou sua capacidade de identificar o estigma (a parte reprodutiva feminina da flor), que tem o tamanho de uma agulha, elevando a precisão da detecção de 85% para 92,8%.
Em seu recente lançamento, o GEAIR 2.0 demonstrou sua capacidade de polinizar tomates: ele segurava um tubo de pólen com uma mão enquanto usava a outra para manusear um pincel de polinização. Cada polinização levava menos de 10 segundos, e uma única imersão do pincel no pólen era suficiente para cerca de 50 ciclos de polinização.
A GEAIR combina plantas com edição genética e esterilidade masculina com robótica impulsionada por IA para tornar a polinização automatizada e o melhoramento de plantas mais eficientes. Os pesquisadores modificam as plantas para expor seus estigmas, facilitando a localização dessas estruturas reprodutivas pelo robô.
Uma vez em operação, o robô precisa navegar por vegetação densa, desviar de folhas e galhos e localizar com precisão cada estigma antes de depositar o pólen. Segundo os pesquisadores, isso permitiria ao robô realizar tarefas repetitivas de melhoramento por períodos mais longos do que trabalhadores humanos, além de operar em diferentes horários e condições climáticas.
A equipe explicou que a automação da polinização poderia reduzir a necessidade de mão de obra manual, diminuir os custos de melhoramento e tornar o processo de polinização mais eficiente.