ISF defende o alinhamento regulatório global para desbloquear o potencial das sementes geneticamente editadas
A Federação Internacional de Sementes (ISF) defende um quadro regulatório global unificado para sementes geneticamente modificadas, visando prevenir interrupções no comércio e acelerar a inovação agrícola. Ao alinhar padrões além das fronteiras, a organização busca garantir que agricultores do mundo todo tenham acesso a variedades de culturas resilientes e de alto rendimento, essenciais para combater as mudanças climáticas e a insegurança alimentar.
O Secretário-Geral da ISF, Michael Keller, enfatiza que uma "colcha de retalhos" de regulamentações nacionais conflitantes atualmente dificulta a circulação de sementes e desestimula o investimento em novas técnicas genômicas. Ele argumenta que a edição genética, que frequentemente resulta em mudanças que poderiam ocorrer naturalmente ou por meio do melhoramento genético tradicional, não deve ser submetida às mesmas restrições onerosas que os OGMs convencionais.
Em vez disso, a ISF defende uma abordagem baseada na ciência, na qual produtos que não contenham DNA exógeno sejam tratados com a mesma simplicidade regulatória que plantas melhoradas tradicionalmente.
“Eu sonho com um sistema no qual a edição genética é aceita como melhoramento convencional, e, que assim que algo é regulado em um país, se possa mover para outro sem nova reavaliação ou barreiras”, comenta o Secretário Geral da ISF, Michael Keller.
Para alcançar esse "mapa verde" de alinhamento global, a indústria de sementes está pressionando por maior cooperação e transparência internacional. Tal medida permitiria que empresas menores e instituições públicas de pesquisa competissem, reduzindo o custo da conformidade regulatória.
Em última análise, a ISF acredita que regras harmonizadas promoverão um sistema alimentar mais sustentável, permitindo a rápida implementação de culturas que exigem menos recursos e são mais bem adaptadas a um ambiente cada vez mais instável.