368 toneladas de sementes irregulares de Azevém são apreendidas no Rio Grande do Sul
A apreensão de 368 toneladas de sementes irregulares ocorreu em uma operação conjunta realizada no início de março. A operação aconteceu no município de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul (RS), Brasil.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liderou a fiscalização, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) e a Polícia Civil do RS (PCRS), por meio das Delegacias Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrabs) de Bagé e Alegrete. Essas entidades formaram uma força-tarefa para inspecionar empresas suspeitas de irregularidades no setor agropecuário. Durante a ação, foram vistoriadas duas empresas produtoras de sementes de espécies forrageiras de clima temperado e duas empresas cerealistas.
As sementes apreendidas eram de azevém (Lolium multiflorum), uma gramínea forrageira comum no inverno do Sul do Brasil, usada principalmente para pastagens. O volume total foi de 368 toneladas, avaliado em mais de R$ 1,5 milhão. As irregularidades incluíam:
- Ausência de comprovação de origem e procedência da produção. - Prestação irregular de serviços de beneficiamento (processamento das sementes). - Falhas documentais e operacionais que impedem a comercialização legal, consideradas insanáveis em um primeiro momento.
Essas violações motivaram a autuação imediata dos responsáveis pelas empresas envolvidas, realizada pelos órgãos de defesa agropecuária.
Os produtos permanecem apreendidos até o julgamento dos autos de infração administrativa. Devido à natureza das irregularidades, as sementes podem ser condenadas à destruição ou descarte oficial, sem possibilidade de correção. A apreensão visa proteger produtores rurais de prejuízos, como baixa taxa de germinação, introdução de pragas ou plantas daninhas nas pastagens.
Os envolvidos devem responder administrativamente e criminalmente pelas infrações. Há indícios de que inquéritos policiais foram instaurados para investigar a origem das sementes e mapear possíveis redes de distribuição ilegal, embora detalhes adicionais sobre o andamento não estejam amplamente divulgados. Essa operação faz parte de esforços maiores para combater a clandestinidade no mercado de sementes forrageiras no RS, estado que tem histórico de ações semelhantes contra pirataria agrícola.