A grandeza do negócio de sementes de soja no Brasil

Edição XVII | 04 - Jul . 2013

Geri Eduardo Meneghello - gmeneghello@gmail.com | Silmar Teichert Peske - silmar@seednews.inf.br

    O Brasil solidifica-se como um dos grandes produtores mundiais de soja, juntamente com os Estados Unidos e Argentina. A análise da série histórica da produção Nacional demonstra que no ano de 1980 eram cultivados cerca de nove milhões de hectares, alcançando a marca 27 milhões na atual safra 2012/13, representando um acréscimo de 300%. No mesmo período, a produção brasileira de soja, que era 15,5 milhões de toneladas em 1980, ano tomado como referência, saltou para 81 milhões de toneladas em 2012/13, aumentando 523%. De forma clara é possível verificar que a produção aumentou numa proporção muito maior do que a área cultivada. 

    Mesmo considerando as questões restritivas impostas pelo novo código florestal e pela legislação ambiental, que por sinal é uma das melhores do mundo, o Brasil é um dos poucos países que ainda possuem fronteiras agrícolas a serem exploradas, quer pelo cultivo de soja em áreas em que o cultivo desta espécie ainda não é tradicional (exemplo vivenciado nas áreas de várzea do sul do Rio Grande do Sul na última década), quer pela transformação de áreas ocupadas pela pecuária extensiva em lavouras. Somos um país com forte tradição na pecuária, no entanto, este setor está em franca modernização, utilizando um maior número de unidade animal por área, o que permitirá a utilização de vastas áreas destinadas à criação extensiva de gado de corte para cultivos agrícolas. 

    Analisando somente os motivos que levaram ao aumento de área cultivada com soja, destaca-se a expansão da cultura para o centro-oeste, processo que iniciou na década de 1960 com a migração, principalmente de agricultores gaúchos, primeiramente para Santa Catarina e Paraná, e posteriormente para outras regiões mais ao norte. Tal movimento migratório, somado às condições edáficas e climáticas, consolidaram Mato Grosso como o principal estado produtor (hoje responsável por cerca de 28% da área cultivada e da produção nacional). Destaca-se que as regiões oeste da Bahia, sul do Tocantins, Pará e Piauí tiveram forte inserção de lavouras de soja no período, o que certamente contribuiu de forma significativa no aumento da área cultivada.

    O cultivo de soja nestas regiões de baixa latitude só foi viabilizado graças ao intenso trabalho realizado pelos programas de melhoramento, que desenvolveram cultivares de soja adaptadas a estas condições. A soja é utilizada na alimentação humana e animal; no entanto, no caso da alimentação animal, a composição das rações é composta na sua maior parte por milho, havendo uma competição natural destas duas culturas por área. Esta questão foi resolvida novamente pelos programas de melhoramento e pelas técnicas de manejo de culturas adotadas, ao desenvolverem cultivares de soja de ciclo precoce e superprecoce, o que possibilitou e consolidou a “safrinha”, hoje chamada de segunda safra de verão, sendo, portanto, possível e atrativo economicamente a realização de dois cultivos anuais, via de regra o primeiro com soja e o segundo com milho.


    Porém, conforme mencionado, o aumento da produção proporcionalmente foi maior que o da área cultivada. Tal fato nos leva a refletir sobre quais razões foram determinantes para este acontecimento, pois certamente há um conjunto de fatos que preponderaram e não uma ação isolada. A análise dos acontecimentos históricos da agricultura brasileira e, porque não dizer, da agricultura mundial, remetem inicialmente para a chamada “Revolução Verde”, iniciada nos Estados Unidos nas décadas 1960 e 1970, rapidamente disseminada para todos os países agrícolas, cujas bases tecnológicas permitiram aumentar de forma vertiginosa a produção agrícola, objetivando produzir mais com menos terra e menos mão de obra, introduzindo novas técnicas mais apropriadas de cultivo, mecanização, uso de fertilizantes, defensivos agrícolas e a utilização de sementes de alto rendimento, ou seja, uma série de itens inclusos em um pacote tecnológico. 

    Mais recentemente, outra revolução, chamada por alguns como “Revolução Biotecnológica”, mudou, pode-se dizer radicalmente, a forma de fazer agricultura, também impactando positivamente a produtividade da soja no Brasil. O conhecimento das técnicas biotecnológicas e o avanço do conhecimento na área de biologia molecular (Engenharia genética, transgenia, sequenciamento de genomas, bioinformática, etc.) permitiram o desenvolvimento de cultivares transgênicas, ou Geneticamente Modificadas. As primeiras cultivares de soja transgênica carregavam o gene de tolerância à molécula do herbicida Glifosato, facilitando o manejo tecnológico da cultura. Mais recentemente, outros eventos foram lançados, incorporando outras tolerâncias a herbicidas e resistência a insetos. Rapidamente, a área cultivada com soja GM aumentou, chegando a ocupar praticamente a totalidade das lavouras em alguns estados. A tendência de ampliação do uso de materiais GM não está restrita à cultura da soja, mas também a outras espécies vegetais, microrganismos e animais, o que levou a uma grande discussão legal sobre o assunto, culminando com a aprovação da chamada Lei de Biossegurança, em março de 2005, regulamentando o uso, a produção e a comercialização de sementes transgênicas no Brasil, visto que nos anos que antecedeu tal regulamentação o setor sementeiro, principalmente nos estados da região sul, enfrentou sérios problemas com a utilização de sementes piratas de soja transgênicas contrabandeadas de países vizinhos, onde o cultivo já era permitido.

    Estes dois fatos são, talvez, os maiores responsáveis pelo aumento da produtividade das lavouras, porém não podem deixar de serem citados outros, como o desenvolvimento de moléculas de defensivos agrícolas mais seletivas e eficientes no combate a pragas, doenças e plantas daninhas e a adoção de modernas práticas de cultivo, como o plantio direto, que visa diminuir a excessiva movimentação sofrida pelo solo nos sistemas de plantio convencionais. Para o produtor, há uma sensível economia de máquinas, combustível e mão de obra. Por outro lado, a título de exemplo, no estado de Mato Grosso do Sul tem sido constatado um aumento significativo na abundância e riqueza de espécies de insetos com hábitos subterrâneos, em especial os corós. O aumento significativo de lavouras cultivadas no sistema de plantio direto e a predominância da monocultura têm agravado os problemas relacionados com pragas de solo nos agroecossistemas, que têm causado frequente preocupação aos agricultores.

    Por fim, os altos preços praticados na comercialização desta “commoditie”, com reflexos diretos no mercado interno e externo, deixaram o cultivo muito mais atrativo, levando à alta profissionalização do setor.

    Neste contexto, a base que sustenta todo o processo é a SEMENTE. O aumento da área cultivada e o incremento na produtividade e na produção nacional só se viabilizam com o uso deste importante insumo. Porém, produzir e disponibilizar sementes de soja com a qualidade desejada pelo consumidor de sementes (agricultor) e nos volumes demandados pela área cultivada é COISA GRANDE, requer infraestrutura e pessoal capacitado, envolvendo investimento de grande monta. Os principais aspectos envolvidos no setor serão elencados e abordados na sequência. Sem antes salientar que a semente deve ter qualidade genética (quando o agricultor compra semente de uma cultivar é preciso que seja exatamente aquela que foi adquirida, sem misturas varietais); física (livre de impurezas, sem dano mecânico); fisiológica (com alta germinação e vigor); e sanitária (livre de contaminação de insetos, fungos, bactérias e vírus). Se apenas um destes quesitos não for observado, o sucesso da lavoura estará comprometido, não está garantida a formação de um estande uniforme e satisfatório. Em última instância, a semente é considerada um CHIP, que carrega consigo toda uma informação genética responsável por todas as características da planta que der origem, sendo responsável pelo seu potencial produtivo. 

    A produção de sementes de soja, com qualidade, é um desafio constante, principalmente das empresas situadas na região central brasileira. A semente de soja é especialmente mais suscetível às variações ambientais, sendo necessária, em algumas situações, a adoção de tecnologias que reduzam o processo de deterioração das sementes.

    Os processos envolvidos no processo produtivo de sementes de soja não estão restritos a estes que estão elencados a seguir. Buscou-se apresentar de forma sintetizada os principais, sendo que a ordem de apresentação não leva em conta a importância, visto que, em determinadas situações, um determinado item prepondera sobre outro.


    1) Produtores de sementes

    Entende-se por produtor de sementes aquela pessoa física ou jurídica que produz e comercializa sua semente com marca própria, podendo vender sua semente diretamente ao agricultor ou utilizar-se de revendas. No país, há mais de 500 produtores de sementes de soja, que comercializam desde 1.000 toneladas de sementes até mais de 40.000 t. Estes produtores de sementes, por não possuírem, em sua maioria, programa próprio de melhoramento, pagam royalty ao obtentor sobre as sementes das variedades que desejam comercializar

    Desta maneira, há grupos de produtores de sementes que se organizaram e criaram seus próprios programas de melhoramento, como é o caso da empresa TMG, das cooperativas como a Coodetec e a CGCL e outros produtores de sementes que mantêm parceria com programas públicos de melhoramento como a Embrapa e a Universidade Federal de Viçosa.

    A viabilidade econômica dos produtores de sementes possui uma relação direta com a parceria que possuem com os programas de melhoramento para obterem as sementes das cultivares que desejam cultivar, pois sementes de variedades públicas de soja (que não mais possuem proteção pela lei de cultivares) praticamente não possuem atrativos para o agricultores.

    É importante salientar que há empresas de melhoramento que não licenciam suas cultivares para produtores de sementes comercializarem, possuindo uma fatia de mercado que alcança 20%. Esse processo de verticalização, desde a criação até a comercialização, faz com que os produtores se organizem para não ficarem fora do mercado. Atualmente, pode-se considerar que o negócio de semente de soja está bem distribuído, existindo um grande número de produtores de sementes e nenhum obtentor que detenha mais de 20% do mercado com suas cultivares.


    2) Variedades

    Segundo dados do Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Ministério da Agricultura, atualmente há mais de mil cultivares registradas. Este grande número se deve a dois fatores principais. Primeiramente, devido às dimensões continentais de nosso território, que demandam um grande número de cultivares adaptadas às distintas regiões – inclusive este fato foi um dos viabilizadores do cultivo nas regiões de baixa latitude.

    Em segundo lugar, há de se registrar que, devido ao marco regulatório imposto pela lei de sementes e lei de biossegurança, várias empresas obtentoras passaram a atuar fortemente no Brasil, impulsionando o lançamento de novas cultivares. Atualmente, há mais de quinze empresas públicas, privadas e de economia mista que representam os principais obtentores vegetais, com fatia significativa do mercado nacional.

    Este cenário (com mais de mil cultivares registradas) evidencia a grandeza do setor de semente de soja, uma vez que é necessário produzir sementes de cada uma destas cultivares, pois é desta forma que são levadas ao agricultor as características destas cultivares, com seu potencial produtivo, os genes de resistência a determinado patógeno, e tolerância a estresses bióticos e abióticos.


    3) Financeiro

    A grandeza de um negócio, em essência, é representada pelo montante gerado pela comercialização do produto final. No caso da semente de soja, considerando o atual sistema de sementes vigente no Brasil, e segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Sementes, a taxa de utilização de sementes gira ao redor de 65%, significando que 17,5 milhões de hectares são semeados anualmente com sementes legais. Assim, para produzir sementes suficientes para semear uma safra, são necessários mais de 900 mil hectares, ou seja, cerca de 3,5 % do total de área cultivada. Apesar de ser uma área relativamente grande, a semeadura da próxima safra é totalmente dependente das sementes produzidas na safra anterior, o que significa que não há espaços para falhas.

    As sementes são dividas em categorias, em que a gerada pelo melhorista (semente genética) é submetida a um avanço de geração, obtendo-se com isso semente básica, que por novos avanços de geração, originam as Sementes Certificadas de primeira geração (C1) e as Semente Certificada de segunda geração (C2), respectivamente. 


    A demanda em volume e a área necessária para produção de cada uma das categorias estão representadas em esquema no texto. Percebe-se que a razão de multiplicação desde a classe genética, considerando três avanços de geração, até a classe C2, é de 1:8000, ou seja, para cada quilograma de sementes disponibilizada pelos programas de melhoramento, chega-se com oito toneladas na classe C2. Este processo de multiplicação requer organização, infraestrutura e, obviamente, recursos financeiros.

    Obviamente, existem variações de preço entre as diferentes regiões do país e também entre as cultivares, porém, considerando valores médios de referência, apresentados na tabela, o total gerado somente pela comercialização de sementes de soja atinge a impressionante cifra de 2,5 bilhões de reais (ver tabela no texto).

    O volume de sementes necessário para a semeadura de uma safra de soja, um milhão de toneladas, é considerado na base seca limpa e classificada; o volume a ser manuseado  alcança 1,4 milhão de toneladas, considerando descartes, reprovação de lotes, sobras na comercialização, dentre outros fatores. Todo este volume de semente está dividido em aproximadamente 50 mil lotes, cada um individualizado, com seu histórico próprio. Recentemente, algumas empresas estão adotando o processo de rastreabilidade do sistema produtivo, atividade que também demanda recursos. 


    4) Logística

    As regiões produtoras de soja grão nem sempre são as mais indicadas para a produção de sementes. Locais com temperaturas noturnas mais amenas são considerados favoráveis quando objetiva-se produzir sementes. Logo, é muito comum produzir sementes em uma determinada região e a utilização ocorrer em outro local, muitas vezes a centenas de quilômetros. Mesmo com essa possibilidade, é necessária uma rede de produção, beneficiamento, distribuição e comercialização espalhada por todo o país.

    Para tanto, é necessária toda uma logística que envolve desde o planejamento de escolha da área para produção (conhecimento do histórico do local é fundamental),  semeadura em época adequada e seguindo recomendações técnicas, disponibilidade de máquinas agrícolas adequadas (tratores, semeadoras, pulverizadores, colhedoras, implementos de preparo de solo, dentre outros).

    Após a produção das sementes a campo são necessárias Unidades de Beneficiamento de Sementes - UBS, onde a semente é seca, beneficiada, tratada e armazenada. Lembrando que uma UBS deve dispor de todo um complexo de máquinas e equipamentos (moegas, silos reguladores de fluxo, silos armazenadores, secadores, maquina de pré-limpeza, máquina de ar e peneira, mesa gravitacional, espiral, classificadora de sementes, ensacadora, balanças, máquina de tratamento de sementes, dentre outros). A localização das UBSs deve ser a mais próxima possível das regiões produtoras, pois o período entre a colheita e a chegada à UBS deve ser o menor possível, uma vez que a colheita geralmente é feita com umidade alta, necessitando secagem, e se esta atividade demorar poderá ser acelerado o processo de deterioração.

    Para garantir a secagem, beneficiamento e armazenamento sementes de soja, existem no Brasil aproximadamente 600 UBSs, espalhadas em todos os principais estados produtores. Considerando que para a construção de uma UBS são necessários aproximadamente dois milhões de dólares, novamente o montante envolvido demonstra a grandeza do setor. 


    Além das UBSs, existe a necessidade de Laboratórios de Análise de Sementes (LAS), para aferir a qualidade das mesmas. Os LAS, além da avaliação da qualidade das sementes nas diversas etapas de produção, possuem uma importância muito grande no controle de pragas e doenças que se disseminam via sementes e também na presença de pragas quarentenárias e de espécies proibidas e toleradas. O resultado da análise de um lote de sementes pode levar o produtor de sementes a condenar um lote, atividade fundamental no processo de controle de qualidade de uma empresa de sementes. No Brasil, há atualmente 250 laboratórios de análise de sementes registrados no Ministério da Agricultura, habilitados para realizar análises de sementes de soja.

    Todo o processo produtivo envolve, em maior ou menor grau, transporte de sementes do local de produção para o local de beneficiamento/armazenamento e deste para os locais de utilização propriamente ditos. O transporte geralmente é feito via rodoviária, e este é um dos grandes gargalos na logística brasileira, sendo um dos responsáveis pelo aumento do “custo Brasil”. Apesar de ser um problema menor que o enfrentado pelo transporte de grãos, as sementes não estão isentas deste processo, exigindo dos produtores especial atenção nesse quesito.


    5) Recursos Humanos

    No item referente à logística, focou-se em aspectos materiais (áreas, máquinas, equipamentos UBSs, LASs, etc), porém, para que todo esse processo seja posto em prática, o contingente humano tem que estar articulado. Fazem parte do processo os agricultores produtores de sementes, os operadores de máquinas agrícolas, motoristas, encarregados de UBS, vendedores de sementes, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, laboratoristas, analistas de sementes e auxiliares diversos (ver tabela no texto), cujo número alcança mais de 200 mil.

    Cada uma destas pessoas tem sua parcela de responsabilidade, devendo ser devidamente preparada e qualificada para exercer as funções que lhe compete; cada elo da corrente está concatenado a outro, e o rompimento e/ou funcionamento não adequado pode comprometer todo o contexto.


    6) Qualificação de Pessoal

    Para garantir a eficiência do sistema é fundamental que os técnicos envolvidos em todas as etapas do processo sejam devidamente capacitados. Para tanto, são necessários treinamentos constantes em todos os níveis. É preciso qualificação dos produtores de sementes para a correta utilização de máquinas (semeadoras e colhedoras) e para correta adoção de novas tecnologias.

    As empresas consideradas de ponta, de forma frequente, realizam cursos de de atualização com seus colaboradores, ministrados por especialistas do setor, focando em algum ponto específico, ou apenas atualização profissional.

    Além disso, os currículos dos cursos de graduação em agronomia e áreas correlatas têm dedicado especial atenção a disciplinas da área de produção e tecnologia de sementes. Não pode deixar de ser mencionada a existência de cursos de Especialização, Mestrado e Doutorado, responsáveis pela capacitação de centenas de engenheiros agrônomos e profissionais de áreas correlatas, muitos deles com atuação direta no processo produtivo de sementes de soja. 

    Muitos destes cursos de atualização (especialização e mestrado) viabilizam a permanência dos profissionais no setor produtivo, mediante a organização das aulas de forma concentrada. Esta forma de ensino foi viabilizada não por vontade das instituições de ensino, mas sim pela forte demanda apresentada pelo setor, que é ávido por atualização, mas, ao mesmo tempo, não dispõe de tempo para dedicação exclusiva, para voltar aos bancos escolares. A qualificação de recursos humanos é uma das ações mais importantes visando qualificar cada vez mais este importante setor da agricultura.


    "O Brasil consome anualmente mais de um milhão de toneladas de sementes de soja, cujo setor movimenta mais de dois bilhões de reais por ano, envolvendo mais de 200.000 pessoas, mais de 500 produtores de sementes e mais de 15 programas de melhoramento. Pode-se considerar que o negócio está bem distribuído, principalmente entre os programas de melhoramento, nenhum dos quais com mais de 20% do mercado. Em relação aos produtores de sementes, apesar de haver grandes produtores, com mais de 40.000 toneladas comercializadas anualmente, há também os que comercializam 1.000 toneladas e permanecem viáveis dentro do negócio. Felizmente, há a percepção do produtor de sementes de que deve estabelecer uma parceria com algum programa de melhoramento para poder obter a devida licença para comercialização da semente, bemm como por parte do agricultor, que percebe os benefícios do uso de sementes de alta qualidade das variedades melhoradas, em que a taxa de utilização de sementes está ao redor de 65% no país."

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