Grande maioria dos produtores de soja do Estado de Mato Grosso preferem sementes certificadas

Edição XXIII |04 - Jul . 2019

ABRASS - comunicacao@abrass.com.br

    Pesquisa avaliou hábitos e preferências dos agricultores em relação à semente da oleaginosa

    Um estudo quantitativo contratado pela Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja – ABRASS e realizado pela empresa Vetor Pesquisas aponta que, do total do público entrevistado, 91% usam sementes certificadas. Melhor padrão de qualidade, certificação, aumento da produtividade, inovação e avanços do melhoramento genético são resultados esperados na utilização das sementes certificadas.

    Na região leste, assim como em outras regiões do estado, o percentual de sementes certificadas utilizadas pelos agricultores chega a 98%.

    A pesquisa mostra que os agricultores são extremamente exigentes com a garantia e qualidade das sementes. 45% dos produtores usam as sementes produzidas em Mato Grosso, apenas 12% utilizam sementes de fora do estado e 42% fazem uso de sementes tanto de dentro como de fora, sendo 58% das compras realizadas por revendas e cooperativas. 

    Mais da metade dos agricultores, 64%, utilizam o sistema de tratamento On Farm (na própria fazenda); os outros 24% fazem uso do TSI (Tratamento de Sementes Industrial).

    Analisando a compra de sementes e considerando o custo com o frete, a pesquisa mostra que 74% dos agricultores preferem receber as sementes de soja na propriedade e apenas 26% prefere retirar a mercadoria nas cooperativas, revendas e/ou sementeiro. 

    Outro dado apontado pelo estudo é a preferência por embalagens: 83% utilizam “big bag”, enquanto apenas 17% ainda optam por sacos. 51% dos entrevistados preferem que os cálculos das embalagens sejam feitos em quilograma (Kg) e 47% escolhem calcular por quantidade de sementes. 




    Ao comprar as sementes, 85% dos agricultores que participaram da pesquisa responderam que exigem o contrato de garantia, enquanto que apenas 15% não solicitam o documento.

    O estudo mostra que metade dos produtores de Mato Grosso estão dispostos a pagar mais por uma semente de melhor qualidade. A pesquisa apontou também que 64% dos agricultores fazem o tratamento das sementes na própria fazenda. A prática reduz os custos e traz garantia. A pesquisa avaliou que a exigência de germinação é alta. Dos entrevistados, 47% querem germinação entre 86% e 90%. Já 9% exigem de 96% a 100%. 

    Um aspecto bem interessante abordado pela pesquisa é a prática da utilização do calendário agrícola. Em Mato Grosso, o recurso é aceito por 97% dos produtores, que aprovam e seguem método. A prática auxilia o produtor a planejar a produção, quanto a época correta do plantio, a colheita e adubação. Evitando a propagação de pragas e doenças.

    Para o presidente da ABRASS, Tiago Fonseca, a realização de pesquisas de opinião junto ao agricultor é fundamental para o desenvolvimento das atividades. “A agricultura brasileira é uma das mais tecnificadas e competitivas do mundo, por isso, quanto mais informações de qualidade nós tivermos sobre as preferências de nossos produtores melhor será o nosso aproveitamento final”, Afirma.

    A pesquisa, que foi realizada entre os dias 20 a 28 de março de 2019, ouviu 400 agricultores no estado de Mato Grosso e teve como objetivo conhecer as preferências e acolher as demandas do setor.

Os resultados do estudo foram apresentados em primeira mão pelo diretor executivo da ABRASS Luciano Vacari, durante a reunião da Academia de Liderança da APROSOJA/MT, no dia 12 de junho em Brasília-DF.



    SOBRE A ABRASS

    A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass) foi criada em 2012 com o objetivo de unir os produtores (multiplicadores) de semente de soja em um fórum multidisciplinar voltado a fortalecer a produção de sementes de soja e o desenvolvimento da cadeia produtiva. Atua em prol de boas práticas, regulamentação jurídica, marcos legais, difusão de produtos para aumentar a competitividade do agricultor, aperfeiçoamento de instrumentos de políticas públicas, entre outras frentes. Possui cerca de 60 associados, que representam aproximadamente 70% da produção de sementes de soja do Brasil. Está presente em 12 estados e no Distrito Federal, com sede em Brasília.


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