Exigências Térmicas para Arroz

Edição XVII | 01 - Jan . 2013

Silvio Steinmetz - silvio.steinmetz@cpact.embrapa.br | Paulo R. R. Fagundes - paulo.fagundes@cpact.embrapa.br | Ariano M de Magalhães Jr - ariano.martins@embrapa.br

    O conhecimento da época de ocorrência dos distintos estádios de desenvolvimento da planta de arroz é de grande importância para o planejamento das práticas de manejo a serem usadas na lavoura. Dentre esses estádios, a “diferenciação da panícula” (DP) é um dos mais importantes, pois está associado à adubação nitrogenada em cobertura. O problema é que a ocorrência da DP, que caracteriza o fim da fase vegetativa e o início da fase reprodutiva, é muito variável por ser dependente da temperatura. Em anos mais quentes e mais frios este estádio é atingido mais cedo e mais tarde do que na média dos anos, respectivamente. Da mesma forma, pode ser retardado em plantas originadas de semeaduras realizadas mais cedo, e antecipado nas plantas originadas de semeaduras tardias. No município de Capão do Leão, RS, em doze anos de experimentação sobre épocas de semeadura de arroz, a fase vegetativa da cultivar BR-IRGA 410, por exemplo, variou de 42 a 75 dias. Por esses motivos, é preferível expressar a duração da fase vegetativa em dias, mas estimados pelo método de graus-dia, ou soma térmica, e não por um determinado número de dias após a emergência, como fazem, habitualmente, alguns produtores.

Compartilhar

newsletter

Receba nossas melhores
matérias em primeira mão!