Petrovina Sementes

Equipe SEEDnews - seednews@seednews.inf.br

    A Serra da Petrovina, a 725 metros de altitude, localizada no município de Pedra Preta-MT, foi o local escolhido para o estabelecimento da empresa que é, hoje, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país. A localização, em uma das melhores regiões para essa atividade no Brasil, também serviu de inspiração para definir o nome da empresa e foi o endereço escolhido pelo empresário Carlos Ernesto Augustin, um gaúcho de Carazinho que fincou raízes no Mato Grosso, atrás do sonho de empreender no agronegócio. 


    Estamos falando da Petrovina Sementes, fundada em 1984 e cuja trajetória é exemplo de pioneirismo na agricultura brasileira. Não à toa, a empresa tem como lema “ser o melhor e ser o primeiro”. Este conceito, empregado em todas as suas áreas de atuação, levou a Petrovina a destacar-se pela introdução de tecnologias inovadoras não só na produção de sementes, como no seu beneficiamento, acondicionamento, embalagem e armazenamento. Com a visão de obter o máximo de eficiência, primando pela busca da excelência e do crescimento ordenado, sempre conciliou tecnologia de ponta com a força empreendedora de sua equipe de colaboradores.

    A cada ano teve como meta aumentar a produção e estabelecer novas parcerias, construindo assim uma empresa sólida, respeitando o meio sócio-ambiental em que está inserida. 

    Em entrevista concedida à SEEDnews, Carlos Augustin, que é líder de classe, tendo ocupado os cargos de presidente e vice-presidente da Aprosmat e vice-presidente da Abrass, descreve os passos e conquistas da empresa em sua história de quase 35 anos.

    Segundo ele, depois de um início incipiente na atividade, dado, principalmente, às poucas variedades de soja existentes no limiar da década de 1980, época em que o arroz predominava, a produção de sementes de soja tomou novas proporções com o advento da variedade Cristalina e a Petrovina logo mostraria sua vocação para a expansão e o pioneirismo.




    Com capacidade de produção e armazenamento de 50 mil toneladas ou 1 milhão e 250 mil sacos de sementes de soja, que são certificadas pelos laboratórios Aprosmat e Pró-Sementes, em Rondonópolis-MT, a Petrovina Sementes possui um departamento comercial técnico e profissional, contando com representantes técnicos comerciais (RTCs) experientes, com atuação em todo o Centro-Oeste, no atendimento pós-venda aos clientes e realização de testes de campo para o zoneamento de novas cultivares.

    Pelo segundo ano consecutivo, a empresa comemora a marca de um milhão de sacas de soja comercializadas, considerando o referencial de 40kg/sc, embora, atualmente, opere unicamente no formato big bag.

    As vendas estão dirigidas principalmente para o estado do MT. “O MT continua sendo importador de sementes, devido à alta demanda. O estado produz somente 70% do que consome, o restante vem de fora”, justifica Augustin. Ele destaca que as 20 variedades produzidas contemplam as principais empresas obtentoras – Monsoy, Nidera, Brasmax, SoyTech e IMA. A definição das variedades multiplicadas segue os principais atributos buscados pelos clientes, que são maior produtividade, resistência a doenças e precocidade. “Procuramos oferecer um portfólio que atenda a todas as necessidades do agricultor. Obviamente, esta é uma tarefa difícil quando se produz dezenas de variedades, mas procuramos oferecer todas as variáveis possíveis”, observa. 

    Trinta por cento da produção se dão em terra própria e os 70% restantes em áreas de cooperantes – mais de 60 mil ha, distribuídos num raio de 100 km da UBS e integralmente cobertos por um sistema de assistência técnica. Uma equipe de oito agrônomos realiza trabalhos de assistência, controle e fiscalização dos campos de produção, apenas aos cooperados. 

    O presidente da empresa considera que a expansão da Petrovina e o conceito de que desfruta junto ao mercado é resultado de uma filosofia que privilegia a qualidade em todas as fases do processo produtivo. “Nosso grande salto se deu a partir da incorporação de novas áreas cultivadas e do aumento da estrutura de secagem, com a agregação de silos de alta tecnologia. Também destaco o sistema de resfriamento, compondo o que há de mais moderno na área de produção de sementes e presente em toda a linha de produção”, enfatiza.

    Todo o procedimento de coleta, pesagem e demais fases do processamento são totalmente automatizados, sem a necessidade de passar pela mão humana. Três estações de embarque, todas elas com ponte rolante, permitem fazer a montagem das cargas inclusive no turno da noite – o que faculta a capacidade de carregar 30 mil sacos por dia. Esse moderno sistema de embarque das sementes agiliza o carregamento, evitando que os caminhões fiquem na fila além do tempo hábil.

    A Petrovina Sementes conta com uma estrutura ampla para armazenagem das sementes de soja, com temperatura condicionada, conservando a máxima qualidade e potencial das sementes.  

    A sede da fazenda é composta por três escritórios para administração, duas balanças para caminhões grandes, um pátio para 100 carretas, um escritório para recepção e expedição de nota aos motoristas, cantina para refeições, alojamentos e residências para funcionários com área de lazer.

    Os canteiros de teste simulam o plantio em lavoura, demonstrando a real qualidade das sementes. O acompanhamento da germinação inicial à colheita é feito de 15 em 15 dias, até o mês de dezembro, mês em que expira o prazo de validade das sementes. “O acompanhamento começa na colheita, o número de testes passa de 25. O boletim final é feito em agosto, bem próximo da entrega, que ocorre em setembro. Como os armazéns são climatizados, é muito difícil que haja diferença do boletim da data de entrega. Porém, na entrega, coleta-se novamente por ocasião do embarque, submetendo-se a um último teste, cujo resultado é informado ao agricultor”, explica Augustin.  

    As sementes são embaladas em big-bags, num processo com capacidade para 45 toneladas/hora. A identificação dos bags e lotes são feitos com um sistema QR-Code e nomenclatura, facilitando a identificação da variedade, histórico de produção, beneficiamento e armazenagem.

    No período em que esteve à frente de associações de classe, Carlos Augustin bem que tentou implantar a exigência de um padrão mínimo de germinação nas sementes comercializadas superior ao estipulado pelo MAPA, mas admite que não teve êxito. Isto, porém, não o impediu de definir os mais exigentes padrões de qualidade das sementes comercializadas pela Petrovina. Hoje, esse referencial está presente nas duas linhas de produtos da empresa: Petrovina Tech e Petrovina Prime.